Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Turismo de Negócios: o Negócio do Turismo

por: Otavio Demasi

A briga é para gigantes, na disputa do turismo de negócios mundo afora - que movimenta muita gente e muito dinheiro - mas nada impede entrar nessa rinha, tendo sempre em mente a necessidade de profissionalização, ações macros - a atividade turística vive e sobrevive integradamente - e principalmente minucioso detalhamento mercadológico, onde todos os atores direta e indiretamente ligados ao turismo – agindo em sinergia – dêem a sua cota de participação, vendendo assim o núcleo receptor em bloco. Cabe juntar, trade, associações, entidades, governo , comunidade e empresariado, visando atrair parcela de turistas o ano todo, visando ampliar imagem e mercado.

O envolvimento começa com uma análise do núcleo receptor e da região, que devem trabalhar em bloco, suprindo defasagens, ampliando oportunidades e negócios abrangendo acessos, sinalização, segurança, transportes, freqüências, hospedagem, gastronomia, atrativos, mão-de-obra, adentrando para pesquisa minuciosa de locais para feiras, congressos, simpósios, convenções, conferências, shows, empresas prestadoras de serviços que dêem suporte logístico, suprindo todas as necessidades inerentes a eventos multifacetados, com complexidade que exige muito detalhamento , precisão e sobretudo prazo, preço, com muita qualidade.

A amarração continua com o desdobro da segmentação , através de sistematização do turismo receptivo, via roteiros que privilegiem: compras, cultura, artesanato, shows, espetáculos, teatros, galerias de artes, história, urbanismo, ecologia, esportes, ciência, tecnologia, gastronomia , rural entre outros visando atingir o interesse do turista de negócios e seus acompanhantes/familiares ampliando a estacionalidade e os gastos no núcleo receptor e região, Essas promoções bem incrementadas, podem ser direcionadas também paras os turistas que estejam nos visitando por outros motivos, pois agregam valores, qualidade e preços convidativos.

O fomento a eventos, pode ser muito variado e abrangente, abargando: alimentos, artefatos, bebidas, carne, café, cosméticos, cerâmica, calçados, confecções, jóias, flores, móveis, mármores, máquinas e equipamentos, informática, papel e celulose, cerâmica e todo o tipo de atividades industriais, comerciais, científicas/tecnológicas , culturais, agrícolas/pecuária/pesca adentrando pelas variadíssimas áreas da prestação de serviços. O marketing que alavanca todos esses serviços é altamente específico, necessitando de mecanismos variados e ampla conscientização que o turismo de negócios é a principal mola ao negócio do turismo.

Otavio Demasi – consultor/jornalista - odtur@!ig.com.br tel:11 56679115 Mtb 32548

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Pesquisa mede turismo corporativo

Por verônica lima - DCI

A Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas (ABGEV) divulgou ontem os números de um levantamento inédito que dimensiona o tamanho do mercado de viagens corporativas no País. Com uma geração de caixa que chega a R$ 33,6 bilhões, as viagens de negócios já são responsáveis por 66,21% de todo o dinheiro faturado pelo turismo brasileiro.

Dentro das multinacionais, as viagens corporativas já recebem o terceiro maior investimento dentre todos os gastos da empresa. As companhias estão investindo em reuniões, treinamentos e lançamento de produtos, gastando, por ano, um total de R$ 15,5 bilhões com viagens. O dinheiro movimentado pelo setor se divide entre hospedagem (R$ 13,8 bilhões), locação de automóveis (R$ 1,4 bilhões) e transporte aéreo (R$ 18,4 bilhões). “Em 13% das empresas, os gastos com viagens estão entre a segunda e a terceira maior despesa, perdendo apenas para recursos humanos e tecnologia da informação”, comenta a presidente ABGEV, Vivianne Martins.

Tendência

Os altos custos demandados pelo turismo corporativo têm levado as empresas a procurar consultoria especializada para otimizar seus gastos na área. IBM, McDonald’s, Xerox, Natura, Telemar e Novartis são corporações que implantaram uma política de viagens, reduzindo em até 25% os seus custos.

Conhecido como travel manager, o gestor de viagens tem como principal atribuição negociar com agências e outros fornecedores as melhores opções de viagens para os seus executivos, o chamado cliente interno.Desta forma, as empresas conseguem controlar as viagens e otimizar os processos, melhorando a operação e conseqüentemente reduzindo os custos.

Objetivo

Para o professor e economista Hildemar Brasil, que coordenou a pesquisa, os Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas (IEVC) têm como objetivo construir um conjunto de indicadores que permitam o acompanhamento dos aspectos macroeconômicos relacionados ao segmento de viagens corporativas, auxiliando fornecedores no seu posicionamento e as empresas clientes na composição de seus custos com viagens.

“Até hoje não tínhamos uma pesquisa dedicada exclusivamente ao setor de viagens corporativas. As pesquisas e censos realizados pelo Ministério do Turismo consideravam apenas o turismo de lazer em seus números. Precisamos separar as viagens corporativas deste cenário, pois possuem particularidades em relação ao mercado de lazer”, afirma Vivianne Martins, presidente da ABGEV.Além disso, a pesquisa servirá para a valorização do profissional da área, reforçando junto às instituições de ensino no País a importância da formação profissional nesse segmento.A pesquisa foi realizada com as 1.000 maiores empresas do Brasil, que respondem por aproximadamente 70% do PIB nacional. Os 100 maiores bancos estabelecidos.

Nível de emprego no setor de turismo cresce 23,5%, aponta pesquisa da FGV

por: Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O faturamento das 92 maiores empresas do setor turístico brasileiro cresceu acima da expectativa do mercado: 14,8% no ano passado, em relação a 2006, movimentando R$ 34,1 bilhões. Com isso, o número de empregos registrou alta de 23,5%.Os dados fazem parte da 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet) divulgada hoje (17) pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento. E indicam que locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de turismo receptiva foram os segmentos que mais contribuíram para o desempenho.

A ministra Marta Suplicy atribuiu o resultado ao crescimento da economia brasileira: "O turismo está bombando, porque quando o PIB [Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no Brasil] do país cresce, geralmente o setor turístico em todo o mundo, e não só no Brasil, cresce mais do que o dobro. Estou muito feliz porque as pessoas estão podendo planejar suas vidas e o resultado mostra que o crescimento do faturamento das empresas entrevistadas cresceu 14,8%. Mas a melhor notícia é o aumento de 23,5% no número de empregos.”

A pesquisa foi realizada a partir de entrevistas com dirigentes de empresas dos segmentos de agências de viagens, companhias aéreas, locadoras de automóveis, meios de hospedagem, operadoras de turismo, feira de eventos, promotores e rodoviários: Juntas elas geraram 90,2 mil postos de trabalho em 2007. Os dados divulgados pela FGV indicam que o volume de desembarques internacionais no ano passado chegou a 6,4 milhões de passageiros, que deixaram no país US$ 4,9 bilhões; e o de desembarques nacionais foi de 50 milhões de passageiros.

A pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo indica ainda que a expectativa dos empresários do setor é de que as passagens aéreas venham a sofrer reajuste médio de 15,3% em 2008, depois de três anos consecutivos de queda: em média, 10,2% em 2007; 6,4% em 2006; e 6,7% em 2005.

fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/17/materia.2008-03-17.1790779059/view

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